Variante Ômicron: O que você precisa saber.

21/1/2021

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Já é de conhecimento mundial a existência da nova variante da Covid-19, a Ômicron, mas o que você precisa saber sobre essa nova variante? É essencial que acima de tudo você tenha consciência que as notícias que circundam sobre essa nova variante, são de estudos preliminares, que estão sendo investigados criteriosamente para que saibamos lidar de maneira mais eficiente.

A identificação de uma nova variante pela África do Sul causou pânico pelo mundo, a variante foi identificada no dia  24 de novembro e já no dia 26, a Organização Mundial de Saúde caracterizou a nova variante como “variantes de preocupação”, nomeando-a Ômicron. As variantes de preocupação estão em um nível superior às demais por suas próprias características. No caso da Ômicron, recebeu essa classificação devido ao número total de 50 mutações apresentado por esta, sendo 32 na proteína spike, que são aqueles espinhos que ficam em torno do vírus e são usados para facilitar a entrada dentro das nossas células. Fazendo uma comparação com a variante Delta, que possui apenas 9 mutações, a Ômicron a supera portanto em torno de 5 vezes, o que a torna mais preocupante. Mas somente o número de  mutações não é determinante para saber se uma cepa é mais perigosa ou não. O que chamou a atenção dos pesquisadores foi também a localização destas mutações, pois podem estar relacionadas a uma maior transmissibilidade e um maior escape das defesas do nosso organismo, inclusive maior escape das vacinas. A nova variante, Ômicron, já foi identificada em todos os continentes, em cerca de 38 países, inclusive aqui no Brasil, onde os casos confirmados apresentaram sintomas leves ou foram assintomáticos.

Não temos motivos para pânico e muito menos para tranquilidade, todas as notícias sobre a variante precisam ser confirmadas através de estudos mais específicos, os que ainda são poucos. Apesar de toda cautela perante o fato, temos notícias animadoras. Estudos realizados na África do Sul apontam que a nova variante teria três vezes mais chance de causar a reinfecção, porém é possível que ela seja menos letal que as outras variantes, causando menos casos graves e mortes.

Em relação às vacinas, os primeiros dados sugerem que a nova variante tem um escape maior à imunidade do indivíduo, mas os dados preliminares indicam que os imunizantes têm uma proteção robusta contra casos graves diante da nova variante. A Organização Mundial de Saúde acredita que tudo leva a crer que todos os imunizantes devem continuar funcionando contra a Ômicron, especialmente contra casos graves, hospitalizações e mortes. Lembrando que são dados preliminares.

 

É válido destacar a importância da vacinação contra a Covid-19, por isso a OMS ressalta a intensificação da vacinação e as ações para redução da transmissão, como o uso de máscaras, distanciamento físico, ventilação adequada, higienização das mãos e limitação do número de pessoas em ambientes fechados, tudo aquilo que a gente já sabe que funciona contra todas as variantes do coronavírus.

 

Até agora os principais sint

omas relatados pelos pacientes contaminados com a Ômicron são similares aos das pessoas que pegaram Covid, como cansaço, dores musculares, incômodo na garganta, febre e tosse seca, sendo ainda importante verificar como a nova variante vai se comportar nas diversas faixas etárias.

É de suma importância entender que todos esses dados ainda são preliminares e estudos mais profundos estão sendo realizados. Da nossa parte devemos continuar minimizando as possibilidades de transmissão, realizando todas as ações que já sabemos serem fundamentais para combater a pandemia.

 

Fonte: Fiocruz